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Ato Original
Análise Jurídica
Despacho conjunto n.º 949/2003. - Nos termos conjugados do disposto nos artigos 16.º, n.º 5, e 21.º, n.os 3, 4 e 5, do Decreto-Lei n.º 47/93, de 26 de Fevereiro, e no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 72/2001, de 26 de Fevereiro, com as disposições dos artigos 3.º e 18.º, n.º 6, alínea a), da Lei n.º 49/99, de 22 de Junho, é nomeado inspector-geral da Defesa Nacional o contra-almirante António Manuel Abrantes Lopes.
11 de Setembro de 2003. - O Primeiro-Ministro, José Manuel Durão Barroso. - O Ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Sacadura Cabral Portas.
Curriculo
O contra-almirante António Manuel Abrantes Lopes nasceu na Guarda, em Dezembro de 1945. Ingressou na Escola Naval em 1964, tendo sido promovido a guarda marinha em 1968.
Fez o primeiro embarque como chefe do serviço de navegação da fragata João Belo, de 1968 a 1971. Durante este período fez uma comissão de dois anos nas costas de Moçambique e de Angola e foi promovido a segundo-tenente (1969).
Após o seu regresso a Lisboa especializou-se em Comunicações (1971-1972) tendo sido promovido a primeiro-tenente em 1972. Após a conclusão deste curso fez uma comissão de serviço nos Açores como director da Estação Radionaval de Ponta Delgada e, simultaneamente, como chefe do Centro de Comunicações dos Açores.
No período de 1977-1979, o contra-almirante Abrantes Lopes foi nomeado comandante do draga-minas Ribeira Grande. Participou em inúmeros cruzeiros, na costa do continente, para treino dos alunos da Escola Naval. Foi igualmente instrutor de Comunicações na Escola Naval. Foi promovido a capitão-tenente em 1978.
Entre 1979 e 1982 serviu na Escola de Comunicações, primeiro como secretário escolar e depois como director. Durante este período frequentou o curso geral Naval de Guerra, no Instituto Superior Naval de Guerra.
De 1982 a 1984 foi imediato da fragata João Belo, participando em vários exercícios nacionais na NATO, tendo o navio integrado a STANAVFORLANT durante quatro meses e meio, em 1983.
Em 1985, após a frequência do Naval Staf College no Naval War College em Newport, EUA, foi nomeado para oficial da Divisão de Operações do Estado-Maior da Armada. Ainda neste ano, e até 1989, foi ajudante de campo do Chefe do Estado-Maior da Armada. Foi promovido a capitão-de-fragata em 1988.
De Maio de 1989 até Agosto de 1992 serviu na Divisão de Exercícios do Estado-Maior do SACLANT, em Norfolk, EUA.
De regresso a Lisboa, o contra-almirante Abrantes Lopes iniciou um período de seis anos servindo nas informações navais. Foi adjunto na Divisão de Informações do Estado-Maior da Armada, como chefe do protocolo (1992-1995), fazendo a ligação com os adidos navais estrangeiros em Lisboa. Exerceu, depois, o cargo de chefe da Divisão de Informações do Comando Naval (1995-1996). Após a sua promoção a capitão-de-mar-e-guerra, em 1996, e a frequência dos Combined Intelligence Course e Analysis Course, na Defense Intelligence Agency, em Washington, foi nomeado chefe da Divisão de Informações do Estado-Maior da Armada (1996-1998).
No ano lectivo 1998-1999, o contra-almirante Abrantes Lopes frequentou o curso superior Naval de Guerra no Instituto Superior Naval de Guerra.
De Setembro de 1999 até Outubro 2000 foi o comandante do Grupo n.º 1 de Escolas da Armada.
O contra-almirante Abrantes Lopes foi promovido ao seu actual posto em Novembro de 2000 e destacado para o Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada, para assumir as suas actuais funções.
Durante a sua carreira o contra-almirante Abrantes Lopes recebeu vários louvores, é cavaleiro da Ordem Militar de Avis, possui cinco condecorações, com a medalha de serviços distinto/prata, as medalhas de mérito militar de 1.ª e de 2.ª classes, a medalha de ouro de comportamento exemplar, a medalha de comissão no ultramar e a medalha do mérito naval de Espanha.
O contra-almirante António Abrantes Lopes e a sua mulher, Estela, têm dois filhos.
