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Ato Original
Despacho n.º 10 007/2006 (2.ª série). - Louvo, por proposta do comandante-geral da Guarda Nacional Republicana, o coronel de cavalaria (1710386) Carlos Alberto Malheiro Potier pelas excepcionais qualidades e virtudes militares, espírito de abnegação e obediência exemplares, elevada coragem moral, extraordinário empenho e eficiência, evidenciados no modo como serviu na Guarda Nacional Republicana ao longo dos últimos 34 anos.
Durante toda a sua longa carreira, e perante a extensão de qualquer incumbência, sempre denotou extraordinária disponibilidade, aptidão invulgar e sensatez, qualidades que lhe permitiram vencer os obstáculos e dificuldades que funcionalmente se lhe apresentavam, com serenidade, lucidez e grande objectividade.
Tendo assumido o comando do Regimento de Cavalaria há cerca de três anos, exerceu-o com assinalável brilho, favorecido pelo seu modo de ser, que lhe permite o estabelecimento de relações funcionais de cordialidade, pautadas por exigência e rigor, filiadas em trato despretensioso, franco e desprovido de formalismos escusados, desde logo propiciador da estima e do apreço que facilmente granjeia.
O modo como exerceu a acção de comando é paradigmático do espírito aberto à modernização e inovação que o caracteriza e revelou a sua invulgar capacidade de apreensão de realidades de índole institucional e técnica tão específicas, como o são as associadas às tarefas dos militares de uma unidade com a dimensão e responsabilidade do Regimento de Cavalaria. Missão ingente, determinada pela dinâmica e pela diversidade de missões, desde o reforço ao policiamento da área metropolitana de Lisboa e da representação protocolar de Portugal, perante altas entidades estrangeiras, até ao aprontar de forças de cavalaria para os vários subagrupamentos que actuaram no teatro de operações do Iraque ou, ainda, ao aperfeiçoamento de meios de reposição de ordem pública que tão elevados serviços prestaram durante o Campeonato Europeu de Futebol em 2004.
O comando do Regimento de Cavalaria constituiu, afinal, mais uma oportunidade para que desse nota da competência, determinação e carácter que o distinguem, devendo elogiar-se-lhe o empenho que sempre colocou na racionalização dos meios humanos e materiais e, ainda, no aproveitamento adequado das instalações, melhorando-as continuamente para responder às crescentes exigências que ao comando da sua unidade vieram a suscitar-se.
Encerra o coronel Malheiro Potier carreira ilustre, subordinada em permanência aos melhores interesses institucionais que em cada caso lhe estivessem propostos, numa perspectiva de inteira dedicação à causa da segurança dos portugueses. Assumiu-se sempre como testemunho derradeiro da elevada generosidade com que sempre se doou à realização desses interesses.
A sua postura como militar ao longo dos 34 anos em que tem vindo a servir o País na Guarda é sinónimo, em elevado grau, da lealdade, camaradagem, espírito de missão, entusiasmo, carácter, disciplina, humildade, prudência e humanismo, sendo assim de inteira justiça conferir o mais alto destaque aos serviços que prestou, considerando-os extraordinariamente importantes, relevantes e distintíssimos e dos quais resultou honra e lustre para a Pátria em geral e em particular para a Guarda Nacional Republicana.
20 de Abril de 2006. - O Ministro de Estado e da Administração Interna, António Luís Santos Costa.
