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Ato Original
Análise Jurídica
Despacho n.º 24 071/2000 (2.ª série). - Considerando que já se encontra indigitado o futuro director do Teatro Nacional de São Carlos, que só poderá tomar conta do cargo a partir de Abril do próximo ano;
Considerando que se torna necessário nomear um novo director pro tempore até ao próximo dia 31 de Março de 2001, ao abrigo do n.º 3 do artigo 2.º do Estatuto do Gestor Público;
Considerando que o currículo do Dr. Jorge Manuel de Matta Silva Santos é suficientemente revelador das suas qualidades profissionais para o exercício do cargo referido:
Assim:
Ao abrigo do disposto nos n.os 1 e 3 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 88/98, de 3 de Abril, e no n.º 3 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 464/82, de 9 de Dezembro, e sob proposta do Ministro da Cultura, nomeio para o cargo de director do Teatro Nacional de São Carlos o Dr. Jorge Manuel de Matta Silva Santos, com efeitos a partir de 7 de Novembro de 2000 e até 31 de Março de 2001.
8 de Novembro de 2000. - O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
Curriclum vitae de Jorge Matta
Jorge Matta estudou Direcção de Coros com José Aquino e Michel Corboz e Direcção de Orquesta com Colin Meters e Georges Hurst, em Inglaterra, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. É desde 1976 maestro assistente do Coro Gulbenkian. Fundou em 1981 a Orquestra de Câmara de Lisboa.
Professor durante vários anos no Conservatório Nacional de Lisboa (Escola Superior de Educação pela Arte), ensina actualmente na Universidade Nova de Lisboa (Departamento de Ciências Musicais). Interessado no estudo e divulgação de música portuguesa, tem realizado inúmeras primeiras audições modernas de obras vocais e instrumentais de compositores como Filipe de Magalhães, Lopes Morago, Carlos Seixas, Francisco António de Almeida, Pedro António Avondano e José Joaquim dos Santos, entre outros, e estreias absolutas de obras de Constança Capdeville, Jorge Peixinho, Lopes Graça, Filipe Pires e Miguel Azguime.
Gravou várias séries de programas de televisão, uma das quais Tempos da Música (1988), inteiramente dedicada à música portuguesa. Representou Portugal na Eurovisão e na Mundovisão em 1986. Dirigiu a Orquestra Sinfónica da RDP, a Orquestra de Câmara de Macau, a Orquestra de Câmara de Lisboa, a Orquestra de Câmara Sousa Carvalho, a Orquestra Musicatlântico, o Collegium Instrumentale de Bruges, e o Coro da Radiodifusão da Baviera e participou nos festivais internacionais de Pamplona, Palência e Badajoz (Espanha), Rothenburg e Munique (Alemenha), Bruxelas (Europália 91) e Israel (1998).
A sua discografia inclui discos com o Coro Gulbenkian (Canções Corais, de Filipe Pires, Libera me, de Constança Capdeville, Opera Omnia, de Diogo Dias Melgás, Música Sacra, de Joaquim Casimiro Júnior), com o grupo Cantus Firmus (Cantochão Figurado) e com a Orquestra de Câmara de Lisboa (Música Portuguesa do Século XVIII), que mereceu, entre outros, um prémio da Academia Francesa do Disco.