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Ato Original
Análise Jurídica
Despacho n.º 8222/2001 (2.ª série). - Conforme se dispõe no artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 88/98, de 3 de Abril, com a redacção do Decreto-Lei n.º 104/2001, de 29 de Março, o director do Teatro Nacional de São Carlos, que é também director artístico, é, independentemente da sua nacionalidade, uma personalidade com perfil, formação e experiência no domínio da programação e direcção artísticas das actividades lírica e sinfónica.
Pelas indicações constantes da nota curricular anexa, o Dr. Paolo Pinamonti, de nacionalidade italiana, reúne claramente o perfil, a formação e a experiência exigidos para o desempenho daquele cargo.
Assim, nos termos do n.º 1 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 88/98, de 3 de Abril, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 104/2001, de 29 de Março, e sob proposta do Ministro da Cultura, nomeio o Dr. Paolo Pinamonti para o cargo de director do Teatro Nacional de São Carlos.
Na presente nomeação observar-se-á o disposto no artigo 13.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 88/98, na redacção do Decreto-Lei n.º 104/2001.
Este despacho produz efeitos desde 1 de Abril de 2001.
3 de Abril de 2001. - O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
Curriculum vitae de Paolo Pinamonti
Paolo Pinamonti (1958) licenciou-se em Filosofia e doutorou-se em Piano, tendo terminado os estudos de composição. Ensinou História da Música no Conservatório Estatal de Vicenza e Veneza e é, desde 1992, professor de Teoria Musical Elementar na Universidade Ca'Foscari de Veneza.
No âmbito das actividades de investigação dirigiu os seus estudos para alguns aspectos da vida teatral veneziana do século XIX (Rossini, Meyerbeer, Bellini e Donizetti), para alguns temas da teoria da história da música do século XX (Malipiero, Casella, Nono e Maderna) e para questões e problemas relacionados com a metodologia musicológica. De entre as suas publicações é de mencionar uma série de trabalhos sobre Manuel de Falla. Foi responsável pela edição crítica da ópera Sigismondo, de Rossini (1992).
A par da actividade científica, desenvolveu actividade no campo da organização artística. Em 1988 foi secretário artístico do Festival de Vicenza e em 1989 foi director da organização artística do festival "Mozart nel Veneto", promovido pela CIDIM (Comissão Nacional de Música Italiana, CIM-UNESCO).
Após colaboração, de 1984 a 1985 e de 1992 a 1996, com o Festival de Música Contemporânea da Bienal de Veneza, de Julho de 1997 a 30 de Dezembro de 2000 foi director artístico do Teatro La Fenice, de Veneza. Em 1999, no âmbito da programação do Teatro La Fenice, recebeu três prémios Abbiati, da Associação Nacional de Críticos Musicais: um pela melhor revelação por Itália (Aus Deutschland, de Mauricio Kagel, com direcção de Herbert Wernicke); um segundo pela melhor encenação (A Raposinha Matreira, de Janácek, com direcção de David Poutney), e um terceiro para a melhor iniciativa no campo da experimentação teatral com o ciclo L'altra scena.