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Ato Original
Louvor n.º 1507/2024
Louvo, a título póstumo, por proposta do comandante-geral da Guarda Nacional Republicana, os seguintes militares:
Cabo de Infantaria (2100537) António Jorge Teixeira Pinto;
Guarda-Principal de Infantaria (2060596) Pedro Manuel de Jesus Santos;
Guarda-Principal de Infantaria (2100238) Daniel Filipe Monteiro Pereira;
Guarda de Infantaria (2120320) Fábio Gil Salvador Pereira;
Guarda de Infantaria (2190450) Tiago Gonçalves Pereira;
do Posto de Intervenção de Proteção e Socorro (PIPS) de Armamar, da Companhia de Intervenção de Proteção e Socorro 12 (Alto Tâmega, Douro, Terras de Trás-os-Montes), pelas excecionais qualidades físicas e morais e notáveis atributos de caráter, manifestados no desempenho das funções da especialização de Proteção e Socorro.
Pautando a sua conduta, em todas as circunstâncias, por um quadro de valores éticos irrepreensíveis, dos quais se salientam a lealdade, a abnegação, a disciplina, o espírito de sacrifício e obediência, a aptidão para bem servir e o sincero comprometimento com os nobres princípios do serviço público, sempre revelaram, estes militares, elevada competência profissional e incessante energia, nas inúmeras intervenções em que participaram, em prol da segurança de pessoas, bens e do património natural.
Prova disso, foi a sua atuação, no passado dia 30 de agosto de 2024, quando, integrando a Equipa Helitransportada de Ataque Inicial (EHATI) do PIPS de Armamar, que guarnecia o helicóptero bombardeiro ligeiro "H16", do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2024, estacionado no Centro de Meios Aéreos (CMA) de Armamar, foram ativados para, em ataque inicial (ATI), combaterem um incêndio rural em Gestaçô (Baião).
De imediato, a EHATI embarcou e deslocou-se para o teatro de operações, onde adotou todas as medidas necessárias à resolução da ocorrência, cumprindo exemplarmente a missão superiormente cometida, com assinalável êxito, enorme rapidez e inigualável diligência. No momento em que o referido aparelho iniciou o voo de regresso ao CMA de Armamar, a fim de manter a sua prontidão para eventuais ocorrências que ainda se pudessem verificar, ocorreu a sua queda no rio Douro, próximo de Samodães (Lamego), da qual, tragicamente, resultou a morte de todos os militares.
Mercê da vasta experiência operacional acumulada, profundos conhecimentos técnicos, inabalável determinação, acentuada abnegação e inequívoca valentia que manifestavam, na defesa de pessoas e bens, destacaram-se estes militares pela prática de singulares atos de coragem, no cumprimento da mui nobre missão que lhes foi confiada, a qual prosseguiram com total entrega e devoção, inclusivamente com o sacrifício da própria vida.
Pelas excecionais qualidades e virtudes militares, a par da afirmação constante de elevados dotes de caráter, permanente disponibilidade, assinalável bravura, provado esforço e grande dedicação em serviço de segurança pública, são os militares referidos inteiramente merecedores de serem enaltecidos em público louvor, por terem prestado serviços extraordinariamente importantes e distintos em prol da causa pública à Guarda Nacional Republicana e a Portugal.
Pelo que, ao abrigo dos artigos 7.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 177/82, de 12 de maio, manda o Governo, pela Ministra da Administração Interna, condecorar com a Medalha de Serviços Distintos de Segurança Pública, grau ouro, os militares da Guarda Nacional Republicana acima mencionados.
16 de outubro de 2024. - A Ministra da Administração Interna, Margarida Blasco.
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