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Ato Original
Louvor n.º 51/2011
Louvo, por proposta do comandante-geral da Guarda Nacional Republicana, o tenente-coronel de infantaria (1860014) Francisco João Véstias Letras, da Guarda Nacional Republicana, porquanto ao longo do seu já extenso percurso profissional, que agora termina com a passagem à reserva, nas mais diversas funções de que tem sido incumbido, com especial destaque para os últimos anos, em que prestou serviço no Comando Territorial de Beja, sempre demonstrou ser possuidor de excepcionais qualidades e virtudes militares, mantendo em permanência elevados dotes de carácter, competência profissional, lealdade, abnegação, capacidade de organização e perseverança, qualidades que lhe permitiram afirmar-se como um oficial de elevada craveira, merecendo ser apontado ao respeito e consideração públicas.
Oficial muito sensato, de sólida formação moral, norteando o seu comportamento pelo ideal de servir a causa pública, soube sempre conjugar uma atitude de inabalável firmeza e de grande exigência face aos imperativos da missão com uma acção de comando marcada pelo exemplo, espírito de sacrifício e de obediência, ponderação, humanismo e nobre sentido de justiça, circunstâncias que lhe granjearam enorme apreço e prestígio junto de superiores, subordinados, bem como de outros militares e civis com quem privou.
Tendo iniciado em 1987 o desempenhado de funções como comandante de destacamento territorial, cargo que ocupou durante 10 anos, só interrompidos por ter sido nomeado, em 1988, instrutor do curso de formação de praças no ex-CIP/Portalegre, desde logo revelou qualidades de bravura, coragem e provado esforço, e demonstrou ser possuidor de invulgares aptidões para o exercício da complexa responsabilidade de comandar, com grande energia e dedicação pelo serviço de segurança pública, impondo-se pelo saber e competência, facilidade de comunicação, determinação e espírito de iniciativa, revelando boas qualidades no planeamento e coordenação da actividade operacional.
Colocado em 1997 no comando da extinta Brigada Territorial n.º 3, como comandante da Companhia de Comando e Serviços, durante quatro anos reiterou, de forma expressiva, todos os seus atributos colocados constantemente à prova na resolução de um vasto rol de preocupações de ordem administrativa e de gestão logística, que consubstanciaram o essencial da actividade da unidade. Tarefa invulgarmente absorvente e desgastante, a exigir uma entrega plena, um especial sentido do dever e uma energia e esforço sem limites, continuou a demonstrar uma notável disponibilidade para o trabalho, rara aptidão para vencer os obstáculos e as dificuldades que funcionalmente se lhe depararam, abraçando a missão que lhe foi cometida e as responsabilidades daí decorrentes, com serenidade, lucidez e objectividade ímpares.
Face ao seu dinamismo e iniciativa, foi chamado, por escolha, a desempenhar funções de estado-maior, na Secção de Operações, Informações e Relações Públicas e, posteriormente, como chefe da Secção de Investigação Criminal, onde a sua acção se traduziu no pleno cumprimento dos objectivos determinados, nunca se poupando a esforços para que o apoio a dar pela unidade às subunidades fosse possível em tempo útil.
Nos últimos dois anos da sua carreira em que, por escolha, exerceu as funções de 2.º comandante do Comando Territorial de Beja, confirmou todas as qualidades pessoais e profissionais já amplamente evidenciadas, desenvolvendo um trabalho meritório, na Secção de Logística e Recursos Financeiros, áreas nas quais tinha competência delegada, reconhecidas como de extrema sensibilidade, com uma diversidade e um volume de trabalho inquestionáveis, tendo enfrentado este desafio de forma decidida e proficiente onde, fruto da experiência acumulada, implementou uma sistematização de procedimentos que constituíram um determinante apoio ao processo de decisão
Pelo excelente conjunto de atributos pessoais e profissionais que possui e pela forma como se entregou ao exercício das diversas funções que ocupou, é de toda a justiça considerar os serviços prestados pelo tenente-coronel Francisco Letras como extraordinariamente importantes e distintíssimos, dos quais resultou honra e lustre para a Guarda Nacional Republicana e para o País.
Assim, ao abrigo dos artigos 7.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 177/82, de 12 de Maio, manda o Governo, pelo Ministro da Administração Interna, condecorar com a medalha de ouro de serviços distintos o tenente-coronel de infantaria Francisco João Véstias Letras.
10 de Janeiro de 2011. - O Ministro da Administração Interna, Rui Carlos Pereira.
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