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Ato Original
Louvor n.º 95/2005. - Louvo o capitão de infantaria António Manuel da Silva Ramos, da Guarda Nacional Republicana, pelas excepcionais qualidades e virtudes militares, espírito de abnegação e obediência exemplares, elevada coragem moral e extraordinário empenho e dedicação no modo como organizou, aprontou e comandou o Subagrupamento Alfa da GNR projectado para o teatro de operações do Iraque.
Nomeado comandante do 3.º contingente da força da GNR destacada para nesse país levar a efeito uma missão de apoio à paz muito exigente e de elevado risco, desde muito cedo desenvolveu persistente esforço no aprontamento da força, confirmando de imediato a sua sólida formação moral e profissional. De competência e dedicação invulgares, com uma forte personalidade, soube pela sua conduta e exemplo influenciar os seus subordinados, induzir pelo prestígio e conquistar pelo poder moral do seu carácter.
Dotado de grande capacidade de decisão e espírito de disciplina, praticando a virtude da lealdade em elevado grau, o capitão Ramos, com a sua capacidade de análise e bom senso, soube transmitir sempre uma imagem de grande serenidade, de total aceitação da grande responsabilidade e, acima de tudo, uma permanente identificação com o espírito da própria missão.
Como comandante do Subagrupamento no teatro de operações, a sua tranquilidade, inteligência, elevado sentido de dever e dedicação completa à missão foram decisivos para uma acção de comando eficaz e sem sobressaltos. Militar de grande nobreza, tudo faz despido de interesses pessoais, anulando os seus interesses pessoais perante os da colectividade, impondo a si mesmo uma conduta humilde e austera. A todas as solicitações do comando superior, onde facilmente se integrou, soube actuar sempre com reflexão prévia e com grande entusiasmo, granjeando desta forma para a força de GNR justo prestígio, pública notoriedade e grande reputação entre as unidades em presença no teatro de operações.
A postura e a atitude do comandante do Subagrupamento Alfa ficaram bem vincadas no valor e espírito de corpo demonstrados pelo 3.º contingente, confirmando plenamente as notórias qualidades militares já referidas, que, conjugadas com o perfil do seu carácter, a ponderação e prudência das suas decisões, a autoridade e confiança que irradia, a camaradagem, o humanismo e o patriotismo, permitem afirmar que o capitão António Ramos alcançou um elevado prestígio para a Guarda Nacional Republicana e para Portugal, devendo por isso os seus serviços ser considerados extraordinários, relevantes e distintíssimos, deles resultando honra e lustre para a Pátria.
Assim, ao abrigo dos artigos 7.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 177/82, de 12 de Maio, manda o Governo, pelo Ministro da Administração Interna, condecorar com a medalha de ouro de serviços distintos de segurança pública o capitão da GNR António Manuel da Silva Ramos.
11 de Janeiro de 2005. - O Ministro da Administração Interna, Daniel Viegas Sanches.
