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Ato Original
Portaria n.º 355/2005 (2.ª série). - Louvo o almirante Francisco António Torres Vidal Abreu pela forma exemplar, extraordinariamente competente, notável e dedicada como tem vindo a desempenhar as funções de Chefe do Estado-Maior da Armada.
Militar dotado de excepcionais qualidades profissionais e humanas, apurado sentido das responsabilidades, bom senso e grande patriotismo, o almirante Vidal Abreu confirmou as qualidades que vem revelando ao longo de uma brilhante carreira militar de mais de 43 anos, demonstrando no exercício das exigentes funções de Chefe do Estado-Maior da Armada excepcionais capacidades de comando e liderança, elevado sentido do dever e da disciplina e cultivando, a par de uma permanente disponibilidade, uma inexcedível dedicação e espírito de missão, elevados dotes de carácter e virtudes militares.
Possuidor de uma personalidade muito vincada e pautando a sua conduta por um grande sentido de Estado, pragmatismo e perseverança, o almirante Vidal Abreu tem conseguido, fruto da sua capacidade de trabalho e inteligência, colocar ao serviço da Marinha Portuguesa a sua férrea determinação em reforçar o enraizado prestígio que esta instituição tem desde há séculos no Estado e na sociedade.
Correspondendo ao admirável esforço que o País tem feito nos últimos anos para modernizar as capacidades navais da Marinha Portuguesa, o almirante Vidal Abreu demonstrou possuir uma preocupação permanente com a defesa do interesse nacional e um conhecimento muito consistente das soluções tecnológicas e operacionais que permitirão à Marinha continuar a cumprir com eficácia as suas missões, nomeadamente as que decorrem dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português.
Sendo o Chefe do Estado-Maior da Armada um dos principais conselheiros militares do Ministro da Defesa Nacional, o almirante Vidal Abreu demonstrou possuir um conhecimento profundo do ramo que comanda, contribuindo para a discussão e elaboração, nomeadamente nos órgãos de conselho das entidades do Estado politicamente responsáveis, nos termos da Constituição e da lei, de importantes documentos estruturantes da defesa nacional, como o Conceito Estratégico Militar, as Missões das Forças Armadas e o Sistema de Forças Nacional. Este mesmo conhecimento revelar-se-ia muito útil para o equilíbrio e o realismo que foram conseguidos na preparação da Lei de Programação Militar e nas propostas e discussões do orçamento anual do Ministério da Defesa Nacional.
Com determinação, elevado realismo e sabedoria, o almirante Vidal Abreu contribuiu decisivamente para encontrar soluções importantes para o futuro da Armada Portuguesa, em domínios tão relevantes como o equipamento, o pessoal, a participação em propostas industriais e tecnológicas ou a interligação dos departamentos do Estado relativos ao mar.
Pelo que fica expresso, é extremamente grato ao Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar considerar como altamente meritórios, extraordinários, excepcionalmente relevantes e distintíssimos os serviços prestados pelo almirante Vidal Abreu, que dão honra e lustre às Forças Armadas, à defesa nacional e ao País.
Atento o presente louvor, manda o Governo, pelo Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, nos termos do n.º 1 do artigo 34.º, do artigo 13.º e da alínea a) do n.º 1 do artigo 16.º do Regulamento da Medalha Militar e das Medalhas Comemorativas das Forças Armadas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 316/2002, de 27 de Dezembro, condecorar com a medalha de ouro de serviços distintos o almirante Francisco António Torres Vidal Abreu.
8 de Março de 2005. - O Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Paulo Sacadura Cabral Portas.