Resolução do Conselho de Ministros n.º 71/2022, de 18 de agosto
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SUMÁRIO
Autoriza a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros a assumir os encargos orçamentais e a realizar a despesa decorrente da empreitada de conservação do Palácio Foz
TEXTO
Resolução do Conselho de Ministros n.º 71/2022
O Palácio Foz é um imóvel de inegável valor histórico e arquitetónico, datado do século xviii, situado em Lisboa, na Praça dos Restauradores e constitui um espaço privilegiado com características de centralidade urbana para a representação do Estado, da cultura e do conhecimento, tendo sido os seus espaços nobres afetos à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM), através da Portaria n.º 337/2015, de 7 de outubro.
Deste modo compete à SGPCM, nos termos do disposto na sua orgânica, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 20/2021, de 15 de março, a administração de todos os edifícios e património afetos à atividade da Presidência do Conselho de Ministros e às demais áreas governativas apoiadas, designadamente o edifício Palácio Foz, nos termos da alínea e) do n.º 2 do artigo 3.º daquele diploma, assegurando a manutenção do edificado com recurso à realização de obras de conservação, ordinária e extraordinária
Nessa sequência e com base no relatório técnico elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, I. P., a SGPCM tem um calendário para realização das obras necessárias no edificado, sendo que já foram realizadas obras de conservação e reabilitação de parte dos espaços interiores do Palácio.
Correntemente verifica-se uma necessidade imperiosa de se proceder a obras de reabilitação e conservação da cobertura, bem como da estrutura do edifício Palácio Foz, de forma a garantir a preservação, condições de segurança e de durabilidade originais, restituindo uma interpretação adequada à sua natureza histórica, promovendo a melhoria das acessibilidades, a praticamente de todos os espaços, a pessoas com mobilidade condicionada e o respetivo melhoramento das zonas de trabalho. Tais obras têm a duração prevista de três anos, torna-se necessário proceder-se à repartição plurianual do encargo financeiro resultante dos contratos a celebrar, nos anos económicos mencionados.
Para a realização destas obras a SGPCM apresentou candidatura ao Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial, de forma a assegurar apoio financeiro, a fundo perdido, para a execução das operações de recuperação, de reconstrução, de ampliação, de adaptação, de reabilitação e de conservação deste imóvel da propriedade do Estado.
As condições de atribuição do financiamento são definidas no contrato de financiamento a celebrar entre o Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial e a SGPCM, correspondendo a 80 % do investimento elegível do projeto para a realização da empreitada geral do Palácio Foz, nos termos da Portaria n.º 293/2009, de 24 de março, que aprova o Regulamento de Gestão do Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial.
Assim:
Nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 17.º e do n.º 1 do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho, na sua redação atual, da alínea a) do n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, na sua redação atual, do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho, na sua redação atual, do n.º 1 do artigo 36.º e do n.º 1 do artigo 109.º do Código dos Contratos Públicos, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, na sua redação atual, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 - Autorizar a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM) a assumir os compromissos plurianuais e a realizar a despesa decorrente da empreitada geral de conservação do Palácio Foz, no valor total de (euro) 4 331 297,34, ao qual acresce o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor, com o seguinte escalonamento:
a) Em 2023: (euro) 2 598 778,40;
b) Em 2024: (euro) 1 732 518,94.
2 - Autorizar a SGPCM a assumir os compromissos plurianuais e a realizar a despesa decorrente da empreitada de reabilitação das coberturas do Palácio Foz, no valor total de (euro) 2 188 273,57, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor, distribuído da seguinte forma:
a) Em 2022: (euro) 437 654,71;
b) Em 2023: (euro) 1 400 495,09;
c) Em 2024: (euro) 350 123,77.
3 - Autorizar o Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial a proceder à assunção de encargos plurianuais para a comparticipação do investimento relativo à realização da empreitada geral de conservação do Palácio Foz, no montante global de (euro) 3 465 037,87, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor, com o seguinte escalonamento:
a) Em 2023: (euro) 2 079 022,72;
b) Em 2024: (euro) 1 386 015,15.
4 - Autorizar o Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial a proceder à assunção de encargos plurianuais para a comparticipação do investimento relativo à realização da empreitada de reabilitação das coberturas do Palácio Foz, no montante global de (euro) 1 750 618,86, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor, com o seguinte escalonamento:
a) Em 2022: (euro) 350 123,77;
b) Em 2023: (euro) 1 120 396,07;
c) Em 2024: (euro) 280 099,02.
5 - Estabelecer que os montantes fixados nos números anteriores para cada ano económico podem ser acrescidos do saldo apurado no ano que lhe antecede, ficando autorizadas as transições de saldos respetivas.
6 - Determinar que os encargos financeiros decorrentes da presente resolução são satisfeitos pelas verbas inscritas ou a inscrever no orçamento das respetivas entidades.
7 - Delegar, com a faculdade de subdelegação, no Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, a competência para a prática de todos os atos subsequentes a realizar no âmbito dos procedimentos referidos nos n.os 1 e 2.
8 - Determinar que a presente resolução produz efeitos na data da sua aprovação.
Presidência do Conselho de Ministros, 11 de agosto de 2022. - O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.
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