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Ato Original
Análise Jurídica
Despacho n.º 18 805/2000 (2.ª série). - Considerando que o Teatro Nacional de São João tem como missão a criação e produção teatral, devendo funcionar como referência de excelência de execução técnico-artística, como forma de garantir a clara e inequívoca assunção do Estado das responsabilidades de serviço público que lhe cabem neste domínio;
Considerando que o encenador José Manuel Franco Wallenstein Teixeira é uma personalidade profundamente conhecedora do panorama relacionado com a actividade teatral, tendo vindo a demonstrar ao longo dos últimos anos pública e reconhecida competência nesta área;
Considerando que o seu currículo é suficientemente revelador das suas qualidades pessoais e profissionais para o exercício do cargo para o qual se propõe a sua nomeação:
Assim:
Ao abrigo do disposto nos n.os 1, 3 e 4 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 242/97, de 18 de Setembro, e sob proposta do Ministro da Cultura, nomeio o encenador José Manuel Franco Wallenstein Teixeira para o cargo de director do Teatro Nacional de São João, com efeitos a partir de 27 de Setembro de 2000.
29 de Agosto de 2000. - O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
José Wallenstein
Nasceu em Lisboa, em 1959.
Tem o curso de formação de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema.
Actor profissional desde 1980, trabalhou no teatro, como actor, com os encenadores Luís Miguel Cintra, Ricardo Pais, Nuno Carinhas, Carlos Avilez, Miguel Guilherme, Carlos Fernando, Gastão Cruz, Jorge Listopad, Fernanda Lapa, Georges Lavelli, Brigitte Jacques, Filipe LaFéria, Orlando Neves, Castro Guedes, Alberto Lopes e Rui Mendes.
Na área do áudio-visual, participou em diversos filmes e séries de televisão para produtoras nacionais e estrangeiras.
Em 1990 realiza a sua primeira encenação, com a peça Inimigos, de Nigel Williams, em que, também, assina a tradução. Encena e traduz, em 1992, Estrelas na Manhã, de Alexander Galine, produzido e apresentado no Teatro da Graça, em Lisboa. Este espectáculo recebeu o Prémio de Melhor Produção do Ano, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
Em 1993 dirige e traduz o espectáculo Dámabrigo para a Companhia de Teatro de Braga. Encenou e produziu, ainda, MinimalShow, de Sergi Belbel, apresentado no Teatro do Bairro Alto, no âmbito de Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura; Si Contra Fá, com dramaturgia da sua responsabilidade, apresentado no Teatro do Bairro Alto; Demónios, de Lars Noren, realizado em co-produção com o Teatro da Cornucópia e apresentado no Teatro do Bairro Alto, no qual assinou, também, a tradução. Dirigiu e traduziu Pêssegos, de Nick Grosso, produzido pelo Novo Grupo e apresentado no Teatro Aberto.
Em 1998 encena, faz a versão cénica e produz o espectáculo E no Intervalo Faz-se Qualquer Coisa, apresentado no Teatro do Bairro Alto e integrado no Festival dos Cem Dias da Expo 98. Em 1999 dirige e adapta A Metamorfose, de Kafka, com produção do grupo Visões Úteis, apresentado no Auditório Nacional Carlos Alberto, no Porto. No mesmo ano encena e adapta, para a Companhia Paulo Ribeiro, o espectáculo Só Para Iniciados, baseado em Pinóquio, de Carlo Collodi, apresentado no Teatro Viriato, em Viseu, e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Em 2000 encena, traduz e adapta a novela do escritor espanhol Javier Tomeo, Diálogo em Ré Maior, com produção do grupo As Boas Raparigas ..., apresentado, no Porto, no BalleTeatro Auditório.
No campo da ópera, encenou Street Scene, de Kurt Weill, produzida e apresentada no Teatro Nacional de São Carlos. De António Pinho Vargas e Pedro Paixão, dirigiu Édipo - Tragédia do Saber, produzida e apresentada na CULTURGEST, em Lisboa, e, mais tarde, no Teatro Nacional de São João, no Porto. Encena, ainda, a peça de Stravinsky, Renard, para o Teatro Nacional de São Carlos.
Foi sócio fundador da produtora teatral PROTEA.
Dirige, regularmente, oficinas de interpretação em escolas profissionais, em Lisboa e no Porto.
