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Ato Original
Decreto n.º 40/82
de 5 de Abril
O Governo decreta, nos termos da alínea c) do artigo 200.º da Constituição, o seguinte:
Artigo único. São aprovados para ratificação o 2.º Protocolo Adicional ao Acordo Geral sobre os Privilégios e Imunidades do Conselho da Europa, concluído em 15 de Dezembro de 1956, e o 4.º Protocolo Adicional ao Acordo Geral sobre os Privilégios e Imunidades do Conselho da Europa, concluído em 16 de Dezembro de 1961, cujos textos originais e respectiva tradução em português seguem em anexo ao presente decreto.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 11 de Fevereiro de 1982. - Francisco José Pereira Pinto Balsemão.
Assinado em 8 de Março de 1982.
Publique-se.
O Presidente da República, ANTÓNIO RAMALHO EANES.
DEUXIÈME PROTOCOLE ADDITIONNEL A L'ACCORD GÉNÉRAL SUR LES PRIVILÈGES ET IMMUNITÉS DU CONSEIL DE L'EUROPE
Les Gouvernements signataires, Membres du Conseil de l'Europe,
Considérant qu'aux termes de l'article 59 de la Convention de sauvegarde des Droits de l'Homme et des Libertés fondamentales, signée à Rome le 4 novembre 1950, les membres de la Commission Européenne des Droits de l'Homme (ci-dessous dénommée «la Commission») jouissent, pendant l'exercice de leurs fonctions, des privilèges et immunités prévus à l'article 40 du Statut du Conseil de l'Europe et dans les Accords conclus en vertu de cet article;
Considérant qu'il importe de définir et préciser lesdits privilèges et immunités au moyen d'un Protocole additionnel à l'Accord Général sur les Privilèges et Immunités du Conseil de l'Europe, signé à Paris le 2 septembre 1949,
sont convenus de ce qui suit:
ARTICLE 1er
Les membres de la Commission jouissent, pendant l'exercice de leurs fonctions et au cours de leurs voyages à destination ou en provenance du lieu de leurs réunions, des privilèges et immunités suivants:
a) Immunités d'arrestation ou de détention et de saisie de leurs bagages personnels et, en ce qui concerne les actes accomplis par eux en leur qualité officielle, y compris leurs paroles et écrits, immunités de toute juridiction;
b) Inviolabilité de tous papiers et documents;
c) Exemption pour eux-mêmes et pour leurs conjoints à l'égard de toutes mesures restrictives relatives à l'immigration, de toutes formalités d'enregistrement des étrangers, dans les pays visités ou traversés par eux dans l'exercice de leurs fonctions.
ARTICLE 2
1 - Aucune restriction d'ordre administratif ou autre ne peut être apportée au libre déplacement des membres de la Commission se rendant au lieu de réunion de la Commission ou en revenant.
2 - Les membres de la Commission se voient accorder, en matière de douane et de contrôle des changes:
a) Par leur propre gouvernement, les mêmes facilités que celles reconnues aux hauts fonctionnaires se rendant à l'étranger en mission officielle temporaire;
b) Par les gouvernements des autres Membres, les mêmes facilités que celles reconnues aux représentants de gouvernements étrangers en mission officielle temporaire.
ARTICLE 3
En vue d'assurer aux membres de la Commission une complète liberté de parole et une complète indépendance dans l'accomplissement de leurs fonctions, l'immunité de juridiction en ce qui concerne les paroles ou les écrits ou les actes émanant d'eux dans l'accomplissement de leurs fonctions continuera à leur être accordée même après que le mandat de ces personnes aura pris fin.
ARTICLE 4
Les privilèges et immunités sont accordés aux membres de la Commission, non pour leur bénéfice personnel, mais dans le but d'assurer en toute indépendance l'exercice de leurs fonctions. La Commission a seule qualité pour prononcer la levée des immunités; elle a non seulement le droit, mais le devoir de lever l'immunité d'un de ses membres dans tous les cas où, à son avis, l'immunité empêcherait que justice ne soit faite et où l'immunité peut être levée sans nuire au but pour lequel elle est accordée.
ARTICLE 5
Le présent Protocole est ouvert à la signature des Membres du Conseil qui peuvent y devenir Parties par:
a) La signature sans réserve de ratification;
b) La signature sous réserve de ratification.
Les instruments de ratification seront déposés près le Secrétaire Général du Conseil de l'Europe.
ARTICLE 6
1 - Le présent Protocole entrera en vigueur dès que 3 Membres du Conseil de l'Europe, conformément aux dispositions de l'article 5, l'auront signé sans réserve de ratification ou l'auront ratifié.
2 - Pour tout Membre qui ultérieurement le signera sans réserve de ratification ou le ratifiera, le présent Protocole entrera en vigueur dès la signature ou le dépôt de l'instrument de ratification.
ARTICLE 7
Le Secrétaire Général du Conseil de l'Europe notifiera aux Membres du Conseil la date d'entrée en vigueur du présent Protocole et les noms des Membres ayant signé sans réserve de ratification ou ratifié.
En foi de quoi, les soussignés, dûment autorisés à cet effet, ont signé le présent Protocole.
Fait à Paris, le 15 décembre 1956, en français et en anglais, les deux textes faisant également foi, en un seul exemplaire, qui sera déposé dans les archives du Conseil de l'Europe. Le Secrétaire Général en communiquera des copies certifiées conformes à tous les gouvernements signataires.
Pour le Gouvernement de la République d'Autriche, Strasboug, le 13 novembre 1958:
H. Reichmann.
Pour le Gouvernement du Royaume de Belgique, sous réserve de ratification:
P. H. Spaak.
Pour le Gouvernement du Royaume de Danemark:
Ernst Christiansen.
Pour le Gouvernement de la République française, sous réserve de ratification:
M. Faure.
Pour le Gouvernement de la République fédérale d'Allemagne, sous réserve de ratification:
Hallstein.
Pour le Gouvernement du Royaume de Grèce, sous réserve de ratification:
Averoff Tossizza.
Pour le Gouvernement de la République islandaise:
Gudm. J. Gudmundsson.
Pour le Gouvernement de l'Irlande:
Pour le Gouvernement de la République italienne, sous réserve de ratification:
G. Martino.
Pour le Gouvernement du Grand-Duché de Luxembourg, sous réserve de ratification:
Bech.
Pour le Gouvernement du Royaume des Pays-Bas, Strasbourg, le 29 de avril 1957:
J. M. A. H. Luns.
Pour le Gouvernement du Royaume de Norvège:
Haakon Nord.
Pour le Gouvernement du Royaume de Suède:
R. Kumlin.
Pour le Gouvernement de la République turque, sous réserve de ratification, Strasbourg, le 25 septembre 1957:
M. Borovali.
Pour le Gouvernement du Royaume-Uni de Grande-Bretagne et d'Irlande du Nord, sous réserve de ratification:
W. D. Ormsby Gore.
Pour le Gouvernement de la République de Chypre, sous réserve de ratification, Paris, le 16 décembre 1961:
S. Kyprianou.
Pour le Gouvernement de la Confédération suisse, sous réserve de ratification, Strasbourg, le 15 avril 1964:
H. Voirier.
Pour le Gouvernement de Malte, sous réserve de ratification, Paris, le 12 décembre 1966:
George Borg Olivier.
2.º PROTOCOLO ADICIONAL AO ACORDO GERAL SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DO CONSELHO DA EUROPA
Disposições relativas aos membros da Comissão Europeia dos Direitos do Homem
Os Governos signatários, Membros do Conselho da Europa,
Considerando que, nos termos do artigo 59.º da Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, assinada em Roma a 4 de Novembro de 1950, os membros da Comissão Europeia dos Direitos do Homem (adiante designada por «a Comissão») gozam, durante o exercício das suas funções, dos privilégios e imunidades previstos no artigo 40.º do Estatuto do Conselho da Europa e nos acordos concluídos nos termos desse artigo;
Considerando que importa definir e precisar esses privilégios e imunidades mediante um protocolo adicional ao Acordo Geral sobre os Privilégios e Imunidades do Conselho da Europa, assinado em Paris em 2 de Setembro de 1949,
acordam no que segue:
ARTIGO 1.º
Os membros da Comissão gozam, no exercício das suas funções e no decurso das viagens para ou de regresso do local das reuniões, dos privilégios e imunidades seguintes:
a) Imunidades de prisão ou de detenção e de retenção de bagagem pessoal e imunidade de jurisdição pelos actos praticados na sua qualidade oficial, incluindo palavras e escritos;
b) Inviolabilidade de quaisquer papéis e documentos;
c) Isenção, para os próprios e seus cônjuges de todas as medidas restritivas relativas à imigração e de todas as formalidades de registo de estrangeiros nos países por eles visitados ou atravessados no exercício das suas funções.
ARTIGO 2.º
1 - Nenhuma restrição de natureza administrativa, ou outra, pode ser imposta à livre deslocação dos membros da Comissão que se dirijam ou regressem do local de reunião da Comissão.
2 - Aos membros da Comissão são concedidas, em matéria aduaneira e de controle de câmbios:
a) Por parte do seu próprio governo, as mesmas facilidades que as reconhecidas aos altos funcionários que se deslocam ao estrangeiro em missão oficial temporária;
b) Por parte dos governos dos outros Estados Membros, as mesmas facilidades que as reconhecidas aos representantes de governos estrangeiros em missão oficial temporária.
ARTIGO 3.º
Com vista a assegurar aos membros da Comissão uma total liberdade de expressão e completa independência no cumprimento das suas funções, continuará a ser-lhes reconhecida, mesmo após o termo do respectivo mandato, imunidade de jurisdição pelas palavras, escritos ou actos por eles praticados no cumprimento das suas funções.
ARTIGO 4.º
Os privilégios e imunidades são concedidos aos membros da Comissão não em benefício pessoal, mas com o fim de assegurar uma total independência no exercício das suas funções. Só a Comissão pode levantar as imunidades; tem não só o direito, mas o dever, de levantar a imunidade de um dos seus membros sempre que, em seu entender, essa imunidade impeça que se faça justiça e nos casos em que a imunidade possa ser levantada sem prejuízo do fim para que foi concedida.
ARTIGO 5.º
O presente Protocolo está aberto à assinatura dos Estados Membros do Conselho, que dele se podem tornar Partes, mediante:
a) A assinatura sem reserva de ratificação;
b) A assinatura com reserva de ratificação.
Os instrumentos de ratificação serão depositados junto do Secretário-Geral do Conselho da Europa.
ARTIGO 6.º
1 - O presente Protocolo entrará em vigor após ter sido assinado sem reserva de ratificação, ou ratificado, por 3 Estados Membros do Conselho da Europa, nos termos do artigo 5.º
2 - Em relação a qualquer Estado Membro que posteriormente o assine sem reserva de ratificação, ou o ratifique, o presente Protocolo entrará em vigor a partir da assinatura ou do depósito do instrumento de ratificação.
ARTIGO 7.º
O Secretário-Geral do Conselho da Europa notificará aos Estados Membros do Conselho a data da entrada em vigor do presente Protocolo e os nomes dos Estados Membros que o tenham assinado sem reserva de ratificação ou ratificado.
Em fé do que, os abaixo assinados, devidamente autorizados para o efeito, assinaram o presente Protocolo.
Feito em Paris, aos 15 dias do mês de Dezembro de 1956, em francês e em inglês, fazendo ambos os textos igualmente fé, num único exemplar, que será depositado nos arquivos do Conselho da Europa. O Secretário-Geral enviará cópia autenticada a todos os governos signatários.
Pelo Governo da República da Áustria, Estrasburgo, 13 de Novembro de 1958:
H. Reichmann.
Pelo Governo do Reino da Bélgica, sob reserva de ratificação:
P. H. Spaak.
Pelo Reino da Dinamarca:
Ernst Christiansen.
Pelo Governo da República Francesa, sob reserva de ratificação:
M. Faure.
Pelo Governo da República Federal da Alemanha, sob reserva de ratificação:
Hallstein.
Pelo Governo do Reino da Grécia, sob reserva de ratificação:
Averoff Tossizza.
Pelo Governo da República Islandesa:
Gudm. J. Gudmundsson.
Pelo Governo da Irlanda:
Pelo Governo da República Italiana, sob reserva de ratificação:
G. Martino.
Pelo Governo do Grão-Ducado do Luxemburgo, sob reserva de ratificação:
Bech.
Pelo Governo do Reino dos Países Baixos, Estrasburgo, 29 de Abril de 1957:
J. M. A. H. Luns.
Pelo Governo do Reino da Noruega:
Haakon Nord.
Pelo Governo do Reino da Suécia:
R. Kumlin.
Pelo Governo da República Turca, sob reserva de ratificação, Estrasburgo, 25 de Setembro de 1957:
M. Borovali.
Pelo Governo do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, sob reserva de ratificação:
W. D. Ormsby Gore.
Pelo Governo da República de Chipre, sob reserva de ratificação, Paris, 16 de Dezembro de 1961:
S. Kyprianou.
Pelo Governo da Confederação Suíça, sob reserva de ratificação, Estrasburgo, 15 de Abril de 1964:
H. Voirier.
Pelo Governo de Malta, sob reserva de ratificação, Paris, 12 de Dezembro de 1966:
George Borg Olivier.
QUATRIÈME PROTOCOLE ADDITIONNEL A L' ACCORD GÉNÉRAL SUR LES PRIVILÈGES ET IMMUNITÉS DU CONSEIL DE L'EUROPE
Dispositions relatives à la Cour européenne des Droits de l'Homme
Les Gouvernements signataires, Membres du Conseil de l'Europe,
Considérant qu'aux termes de l'article 59 de la Convention de sauvegarde des Droits de l'Homme et des Libertés fondamentales, signée à Rome le 4 novembre 1950 (ci-après dénommée «la Convention»), les membres de la Cour européenne des Droits de l'Homme (ci-après dénommée «la Cour») jouissent, pendant l'exercice de leurs fonctions, des privilèges et immunités prévus à l'article 40 du Statut du Conseil de l'Europe et dans les Accords conclus en vertu de cet article;
Considérant qu'il importe de définir et préciser lesdits privilèges et immunités au moyen d'un protocole additionnel à l'Accord Général sur les Privilèges et Immunités du Conseil de l'Europe, signé à Paris le 2 septembre 1949,
sont convenus de ce qui suit:
ARTICLE 1er
Aux fins d'application du présent Protocole, le terme «juges» désigne indifférement les juges élus conformément à l'article 39 de la Convention et tout juge ad hoc désigné para un État intéressé en vertu de l'article 43 de la Convention.
ARTICLE 2
Les juges jouissent, pendant l'exercice de leurs fonctions ainsi qu'au cours des voyages accomplis dans l'exercice de leurs fonctions, des privilèges et immunités suivants:
a) Immunités d'arrestation ou de détention et de saisie de leurs bagages personnels et, en ce qui concerne les actes accomplis par eux en leur qualité officielle, y compris leurs paroles et écrits, immunités de toute juridiction;
b) Exemption pour eux-mêmes et pour leurs conjoints à l'égard de toutes mesures restrictives relatives à leur liberté de mouvement: sortie de et rentrée dans leur pays de résidence et entrée dans le et sortie du pays dans lequel ils exercent leurs fonctions, ainsi qu'à l'égard de toutes formalités d'enregistrement des étrangers, dans les pays visités ou traversés par eux dans l'exercice de leurs fonctions.
ARTICLE 3
Au cours des déplacements accomplis dans l'exercice de leurs fonctions, les juges se voient accorder, en matière de doane et de contrôle des changes:
a) Par leur propre gouvernement, les mêmes facilités que celles reconnues à leurs hauts fonctionnaires se rendant à l' étranger en mission officielle temporaire;
b) Par les gouvernements des autres Membres, les mêmes facilités que celles reconnues aux chefs de mission diplomatique.
ARTICLE 4
1 - Les documents et papiers de la Cour, des juges et du Greffe, pour autant qu'ils concernent l'activité de la Cour, sont inviolables.
2 - La correspondance officielle et autres communications officielles de la Cour, de ses membres et du Greffe ne peuvent être retenues ou censurées.
ARTICLE 5
En vue d'assurer aux juges une complète liberté de parole et une complète indépendance dans l'accomplissement de leurs fonctions, l'immunité de juridiction en ce qui concerne les paroles ou les écrits ou les actes émanant d'eux dans l'accomplissement de leurs fonctions, continuera à leur être accordée même après que le mandat de ces personnes aura pris fin.
ARTICLE 6
Les privilèges et immunités sont accordés aux juges nom pour leur bénéfice personnel, mais en vue d'assurer en toute indépendance l'exercice de leurs fonctions. La Cour, siégeant en assemblée plénière, a seule qualité pour prononcer la levée des immunités; elle a nom seulement le droit, mais le devoir de lever l'immunité d'un juge dans tous les cas où, à son avis, l'immunité empêcherait que justice ne soit faite et où l'immunité peut être levée sans nuire au but pour lequel elle est accordée.
ARTICLE 7
1 - Les dispositions des articles 2 à 5 du présent Protocole s'appliquent au Greffier de la Cour ainsi qu'au Greffier adjoint lorsque celui-ci remplace le Greffier, sans préjudice des privilèges et immunités auxquels ils peuvent avoir droit aux termes de l'article 18 de l'Accord Général sur les Privilèges et Immunités du Conseil de l'Europe.
2 - Les dispositions de l'article 18 de l'Accord Général sur les Privilèges et Immunités du Conseil de l'Europe s'appliquent au Greffier adjoint de la Cour dans l'exercice de ses fonctions, même s'il n'agit pas en qualité de Greffier.
3 - Les privilèges et immunités prévus aux paragraphes 1 et 2 du présent article sont accordés au Greffier et au Greffier adjoint non pour leur bénéfice personnel, mais en vue du bon accomplissement de leurs fonctions. La Cour, siégeant en assemblée plénière, a seule qualité pour prononcer la levée des immunités de son Greffier et de son Greffier adjoint; elle a non seulement le droit mais le devoir de lever cette immunité dans tous les cas où, à son avis, l'immunité empêcherait que justice ne soit faite et où l'immunité peut être levée sans nuire au but pour lequel elle est accordée.
ARTICLE 8
1 - Tout État peut, au moment de la signature sans réserve de ratification, de la ratification ou à tout autre moment par la suite, déclarer, par notification adressée au Secrétaire Général du Conseil de l'Europe, que le présent Protocole s'appliquera à tous les territoires ou à l'un quelconque des territoires dont il assure les relations internationales et où, conformément à l'article 63 de la Convention de sauvegarde des Droits de l'Homme et des Libertés fondamentales, cette Convention s'applique.
2 - Le Protocole s'appliquera au territoire ou aux territoires désignés dans la notification à partir du trentième jour qui suivra la date à laquelle le Secrétaire Général du Conseil de l'Europe aura reçu cette notification.
ARTICLE 9
Le présent Protocole est overt à la signature des Membres du Conseil qui peuvent y devenir Parties par:
a) La signature sans réserve de ratification;
b) La signature sous réserve de ratification, suivie de ratification.
Les instruments de ratification seront déposés près le Secrétaire Général du Conseil de l'Europe.
ARTICLE 10
1 - Le présent Protocole entrera en vigueur dès que 3 Membres du Conseil de l'Europe, conformément aux dispositions de l'article 9, l'auront signé sans réserve de ratification ou l'auront ratifié.
2 - Pour tout Membre qui ultérieurement le signera sans réserve de ratification ou le ratifiera, le présent Protocole entrera en vigueur dès la signature ou le dépôt de l'instrument de ratification.
ARTICLE 11
Le Secrétaire Général du Conseil de l'Europe notifiera aux Membres du Conseil:
a) Les noms des signataires et le dépôt de tout instrument de ratification;
b) La date d'entrée en vigueur du présent Protocole.
En foi de quoi, les soussignés, dûment autorisés à cet effet, ont signé le présent Protocole.
Fait à Paris, le 16 décembre 1961, en français et en englais, les deux textes faisant également foi, en un seul exemplaire, qui sera déposé dans les archives du Conseil de l'Europe. Le Secrétaire Général en communiquera des copies certifiées conformes à tous les gouvernements signataires.
Pour le Gouvernement de la République d'Autriche:
Dr. Ludwig Steiner.
Pour le Gouvernement du Royaume de Belgique, sous réserve de ratification:
M. Fayat.
Pour le Gouvernement de la République de Chypre, sous réserve de ratification:
S. Kyprianou.
Pour le Gouvernement du Royaume de Danemark:
V. U. Hammershaimb.
Pour le Gouvernement de la République française, sous réserve d'approbation parlamentaire. Au moment de la signature, le Gouvernement de la République française déclare qu'il n'appliquera pas les dispositions de l'alinéa b) de l'article 3:
M. Couve de Murville.
Pour le Gouvernement de la République Fédérale d'Allemagne, sous réserve de ratification:
Schröder.
Pour le Gouvernement du Royaume de Grèce, sous réserve de ratification:
Averoff Tossizza.
Pour le Gouvernement de la République islandaise:
Pour le Gouvernement de l'Irlande, sous réserve de ratification, Strasbourg, le 21 séptembre 1967:
Seán Gerard Ronan.
Pour le Gouvernement de la République italienne, sous réserve de ratification:
Carlo Russo.
Pour le Gouvernement du Grand-Duché de Luxembourg, sous réserve de ratification:
Pierre Wurth.
Pour le Gouvernement du Royaume des Pays-Bas, pour le Royaume en Europe:
J. M. A. H. Luns.
Pour le Gouvernement du Royaume de Norvège:
Einar Lochen.
Pour le Gouvernement du Royaume de Suède, sous réserve de ratification:
Leif Belfrage.
Pour le Gouvernement de la République turque, Strasbourg, le 1er juin 1962:
M. Akbil.
Pour le Gouvernement du Royaume-Uni de Grande-Bretagne et d'Irlande du Nord, sous réserve de ratification:
Edward Heath.
Pour le Gouvernement de la Confédération suisse, sous réserve de ratification, Strasbourg, le 15 avril 1964:
H. Voirier.
Pour le Gouvernement de Malte, sous réserve de ratification, Paris, le 12 décembre 1966:
George Borg Olivier.
4.º PROTOCOLO ADICIONAL AO ACORDO GERAL SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DO CONSELHO DA EUROPA
Disposições relativas ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem
Os Governos signatários, Membros do Conselho da Europa,
Considerando que, nos termos do artigo 59.º da Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, assinada em Roma a 4 de Novembro de 1950 (adiante designada por «a Convenção»), os membros do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (adiante designado por «o Tribunal») gozam, durante o exercício das suas funções, dos privilégios e imunidades previstos no artigo 40.º do Estatuto do Conselho da Europa e nos acordos concluídos em aplicação deste artigo;
Considerando que importa definir e precisar os referidos privilégios e imunidades por meio de um protocolo adicional ao Acordo Geral sobre os Privilégios e Imunidades do Conselho da Europa, assinado em Paris a 2 de Setembro de 1949,
acordam no que segue:
ARTIGO 1.º
Para efeitos do presente Protocolo, o termo «juízes» designa tanto os juízes eleitos nos termos do artigo 39.º da Convenção como os juízes ad hoc designados por um Estado interessado ao abrigo do disposto no artigo 43.º da Convenção.
ARTIGO 2.º
Os juízes gozam, no exercício das suas funções e no decurso das viagens efectuadas nesse exercício, dos privilégios e imunidades seguintes:
a) Imunidade de prisão ou de detenção e de retenção de bagagem pessoal e imunidade de jurisdição pelos actos praticados na sua qualidade oficial, incluindo palavras e escritos;
b) Isenção para eles e seus cônjuges de todas as medidas restritivas da sua liberdade de movimento: saída e entrada no país de residência e entrada e saída do país onde exercem funções, bem como de quaisquer formalidades de registo de estrangeiros, nos países visitados ou por eles atravessados no exercício das suas funções.
ARTIGO 3.º
No decurso das deslocações efectuadas no exercício das suas funções, são concedidas aos juízes, em matéria aduaneira e de controle de câmbios:
a) Por parte do seu próprio governo, as mesmas facilidades que as reconhecidas aos altos funcionários que se deslocam ao estrangeiro em missão oficial temporária;
b) Por parte dos governos dos outros Estados membros, as mesmas facilidades que as reconhecidas aos chefes de missão diplomática.
ARTIGO 4.º
1 - São invioláveis os documentos e papéis do Tribunal, dos juízes e da Secretaria que se relacionem com a actividade do Tribunal.
2 - A correspondência oficial e outras comunicações oficiais do Tribunal, dos seus membros e da Secretaria não podem ser retidas ou censuradas.
ARTIGO 5.º
Com vista a assegurar aos juízes uma total liberdade de expressão e completa independência no cumprimento das suas funções, continuará a ser-lhes reconhecida, mesmo após o termo do respectivo mandato, imunidade de jurisdição pelas palavras, escritos ou actos praticados no cumprimento das suas funções.
ARTIGO 6.º
Os privilégios e imunidades são concedidos aos juízes não em benefício pessoal, mas com o fim de assegurar uma total independência no exercício das suas funções. Apenas o Tribunal, reunido em sessão plenária, pode levantar as imunidades; tem não só o direito, mas o dever de levantar a imunidade de um juiz sempre que, em seu entender, essa imunidade impeça que se faça justiça e nos casos em que a imunidade possa ser levantada sem prejuízo do fim para que foi concedida.
ARTIGO 7.º
1 - As disposições dos artigos 2.º a 5.º do presente Protocolo aplicam-se ao secretário do Tribunal e ao secretário-adjunto quando este o substitui, sem prejuízo dos privilégios e imunidades a que possam ter direito nos termos do artigo 18.º do Acordo Geral sobre os Privilégios e Imunidades do Conselho da Europa.
2 - As disposições do artigo 18.º do Acordo Geral sobre os Privilégios e Imunidades do Conselho da Europa aplicam-se ao secretário-adjunto do Tribunal no exercício das suas funções, mesmo que não aja na qualidade de secretário.
3 - Os privilégios e imunidades previstos nos n.os 1 e 2 do presente artigo são concedidos ao secretário e ao secretário-adjunto não em benefício pessoal, mas com o fim de assegurar o bom cumprimento das suas funções. Apenas o Tribunal, reunido em sessão plenária pode levantar as imunidades do seu secretário e do seu secretário-adjunto; têm não só o direito, mas o dever de levantar essa imunidade sempre que, em seu entender, essa imunidade impeça que se faça justiça e nos casos em que a imunidade possa ser levantada sem prejuízo do fim para que foi concedida.
ARTIGO 8.º
1 - Qualquer Estado pode, no momento da assinatura sem reserva de ratificação, da ratificação ou em qualquer outro momento posterior, declarar, mediante notificação dirigida ao Secretário-Geral do Conselho da Europa, que o presente Protocolo se aplicará a todos ou alguns dos territórios de que ele assegure as relações internacionais e aos quais, nos termos do artigo 63.º da Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, esta Convenção se aplique.
2 - O Protocolo aplicar-se-á ao território ou territórios designados na notificação a partir do 30.º dia seguinte à data em que o Secretário-Geral do Conselho da Europa tiver recebido essa notificação.
ARTIGO 9.º
O presente Protocolo está aberto à assinatura dos Estados membros do Conselho que dele se podem tornar Partes mediante:
a) Assinatura sem reserva de ratificação;
b) Assinatura com reserva de ratificação, seguida de ratificação.
Os instrumentos de ratificação serão depositados junto do Secretário-Geral do Conselho da Europa.
ARTIGO 10.º
1 - O presente Protocolo entrará em vigor, após ter sido assinado sem reserva de ratificação, ou ratificado, por 3 Estados membros do Conselho da Europa, nos termos do artigo 9.º
2 - Em relação a qualquer Estado membro que posteriormente o assine sem reserva de ratificação, ou o ratifique, o presente Protocolo entrará em vigor a partir da assinatura ou do depósito do instrumento de ratificação.
ARTIGO 11.º
O Secretário-Geral do Conselho da Europa notificará os Estados membros do Conselho:
a) Dos nomes dos signatários e do depósito de qualquer instrumento de ratificação;
b) Da data da entrada em vigor do presente Protocolo.
Em fé do que, os abaixo assinados, devidamente autorizados para o efeito, assinaram o presente Protocolo.
Feito em Paris, aos 16 dias do mês de Dezembro de 1961, em francês e em inglês, fazendo ambos os textos igualmente fé, num único exemplar, que será depositado nos arquivos do Conselho da Europa. O Secretário-Geral enviará cópia autenticada a todos os governos signatários.
Pelo Governo da República da Áustria:
Dr. Ludwig Steiner.
Pelo Governo do Reino da Bélgica, sob reserva de ratificação:
M. Fayat.
Pelo Governo da República de Chipre, sob reserva de ratificação:
S. Kyprianou.
Pelo Governo do Reino da Dinamarca:
V. U. Hammershaimb.
Pelo Governo da República Francesa, sob reserva de aprovação parlamentar, à data da assinatura, o Governo da República Francesa declara que não aplicará as disposições da alínea b) do artigo 3.º:
M. Couve de Murville.
Pelo Governo da República Federal da Alemanha, sob reserva de ratificação:
Schröder:
Pelo Governo do Reino da Grécia, sob reserva de ratificação:
Averoff Tossizza.
Pelo Governo da República Islandesa:
Pelo Governo da Irlanda, sob reserva de ratificação, Estrasburgo, 21 de Setembro de 1967:
Seán Gerard Ronan.
Pelo Governo da República Italiana, sob reserva de ratificação:
Carlo Russo.
Pelo Governo do Grão-Ducado do Luxemburgo, sob reserva de ratificação:
Pierre Wurth.
Pelo Governo do Reino dos Países-Baixos, para o território europeu:
J. M. A. H. Luns.
Pelo Governo do Reino da Noruega:
Einar Löchen.
Pelo Governo do Reino da Suécia, sob reserva de ratificação:
Leif Belfrage
Pelo Governo da República Turca, Estraburgo, 1 de Junho de 1962:
M. Akbil.
Pelo Governo do Reino-Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, sob reserva de ratificação:
Edward Heath.
Pelo Governo da Confederação Suíça, sob reserva de ratificação, Estrasburgo, 15 de Abril de 1964:
H. Voirier.
Pelo Governo de Malta, sob reserva de ratificação, Paris, 12 de Dezembro de 1966:
George Borg Olivier.