Relacionados
Ato Original
Análise Jurídica
Despacho conjunto n.º 313/2003. - A Lei n.º 15/98, de 26 de Março, estabeleceu um novo regime jurídico-legal em matéria de asilo e de refugiados e criou no âmbito do Ministério da Administração Interna o Comissionário Nacional para os Refugiados.
Este instituto do direito de asilo, bem como o regime estabelecido no Estatuto do Comissariado Nacional para os Refugiados, definido no Decreto-Lei n.º 242/98, de 7 de Agosto, impõem que o cargo de comissário nacional para os refugiados seja exercido por um magistrado judicial com mais de dez anos de serviço e classificação de mérito sob designação do Conselho Superior da Magistratura.
Assim, nos termos e ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 34.º da Lei n.º 15/98, de 26 de Março, e do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 242/98, de 7 de Agosto, e considerando a experiência e o perfil profissional evidenciados pelo currículo publicado em anexo ao presente despacho, é nomeado em comissão de serviço para exercer as funções de comissário nacional para os refugiados, o procurador-geral-adjunto Dr. Joaquim Baltazar Pinto.
26 de Fevereiro de 2003. - O Ministro da Administração Interna, António Jorge de Figueiredo Lopes. - A Ministra da Justiça, Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona.
ANEXO
Curriculum vitae
Síntese
Dados biográficos:
Nome: Joaquim Baltazar Pinto.
Estado Civil: casado.
Data de nascimento: 21 de Junho de 1951.
Habilitações literárias:
Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa (Universidade Clássica), em Julho de 1977.
Percurso profissional:
Entre 15 de Dezembro de 1976 e 31 de Outubro de 1977, monitor da Faculdade de Direito de Lisboa;
Entre 13 de Janeiro e 31 de Julho de 1978, sub-delegado do Procurador da República no Tribunal da Comarca de Fronteira;
Entre 31 de Julho de 1978 e 29 de Setembro de 1979, delegado do Procurador da República, em regime de estágio;
Em 29 de Setembro de 1979, foi nomeado delegado do Procurador da República efectivo;
Em 14 de Dezembro de 1989, foi promovido a Procurador da República no Círculo Judicial de Almada;
Em 24 de Fevereiro de 1992, foi nomeado director-geral-adjunto da Polícia Judiciária, funções que exerceu até 19 de Dezembro de 1995;
A partir de 8 de Janeiro de 1996, e até 26 de Maio de 1998, voltou a exercer funções como Procurador da República no Círculo Judicial de Almada e no Tribunal da Relação de Lisboa;
Em 27 de Maio de 1998, foi promovido a procurador-geral-adjunto, exercendo desde esta data as correspondentes funções no Tribunal da Relação de Lisboa.
Classificações de serviço:
Foi classificado, uma vez como delegado do Procurador da República e outra como Procurador da República, sempre com Muito bom.
