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Ato Original
Análise Jurídica
Despacho n.º 21564/2009
O Decreto-Lei n.º 158/2007, de 27 de Abril, procedeu à transformação do Teatro Nacional D. Maria II, S. A., em entidade pública empresarial, passando a denominar-se Teatro Nacional D. Maria II, abreviadamente designado por TNDM II, E. P. E, e aprovou os respectivos Estatutos.
Consagra-se nos n.os 2 e 5 do artigo 15.º dos citados Estatutos que, no caso em que as funções de director artístico não sejam exercidas por um dos membros do conselho administração, o mesmo é nomeado por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da cultura, devendo a sua escolha recair numa personalidade de reconhecido mérito cultural, com perfil, formação e experiência nos domínios da programação e direcção artísticas das respectivas áreas de actuação, e que o respectivo mandato tem a duração de três anos.
Considerando o curriculum vitae de Diogo Nuno Infante de La Cerda, publicado em anexo, que evidencia um perfil, formação e experiência excepcionalmente adequados para o desempenho do cargo de director artístico do TNDMII, E. P. E.;
Determina-se o seguinte:
1 - Ao abrigo do disposto nos n.os 2 e 5 do artigo 15.º dos Estatutos do TNDM II, E. P. E., anexos ao Decreto-Lei n.º 158/2007, de 27 de Abril, é nomeado para o cargo de director artístico do Teatro Nacional de D. Maria II, E. P. E, Diogo Nuno Infante de La Cerda, com efeitos a partir do dia 1 de Outubro de 2008.
2 - Nos termos do n.º 6 do mesmo artigo o ora nomeado auferirá 14 mensalidades de remuneração em cada ano, sendo de (euro) 6 000 o valor ilíquido de cada mensalidade.
3 - O montante da remuneração estabelecida no número anterior é integralmente acumulável com quaisquer outras remunerações ou direitos de autor eventualmente auferidos pelo ora nomeado nos termos dos n.os 4 e 7 do citado artigo 15º dos Estatutos.
5 de Dezembro de 2008. - Pelo Ministro de Estado e das Finanças, Carlos Manuel Costa Pina, Secretário de Estado do Tesouro e Finanças. - O Ministro da Cultura, José António de Melo Pinto Ribeiro.
Síntese Curricular
Diogo Infante.
Lisboa, 28 de Maio de 1967.
Ingressou em 1988 na Escola Superior de Teatro e Cinema, concluindo em 1991 o Curso de Formação de Actores.
Estreia-se no espectáculo As Sabichonas de Moliére, dirigido por Ruy de Matos no Teatro Nacional D. Maria II (1989). Trabalha no Teatro Experimental de Cascais com Carlos Avilez (1989 - A Morte de Danton de Buchner; 1990 - Rei Lear de Shakespeare; 1992 - Os Espectros de Ibsen). Com Rui Mendes, em 1990, participa em Sonho de Uma Noite de Verão de Shakespeare e As Suaves Alegrias da Felicidade Conjugal de Anton Tchekov. No Teatro Aberto interpreta Brecht em Ópera dos Três Vinténs (1992), participando também nas peças O Tempo e o Quarto de Botho Strauss (1993), Alguém Olhará por Mim de Frank MacGuiness (1994) e Quase de Patrick Marber (1999), sempre sob a direcção de João Lourenço. No Teatro Nacional D. Maria II salienta a participação em Rei Lear, na encenação de Richard Cottrell (1998).
Recentemente integrou o elenco das peças Romeu e Julieta de Shakespeare, encenado por John Retallack no Teatro São Luiz (2006); O Assobio da Cobra de Nuno Costa Santos, dirigido por Adriano Luz (2006, Teatro São Luiz); Laramie de Moisés Kaufman, que também dirigiu, no Teatro Maria Matos (2006); A Dúvida de John Patrick Shanley, encenação de Ana Luísa Guimarães (Teatro Maria Matos, 2007), Hamlet de Shakespeare, encenação de João Mota (Teatro Maria Matos, 2007).
Encenador, dirigiu no Teatro da Trindade O Amante de Harold Pinter (1992) e Segredos de Richard Cameron (1993); para o Teatro Villaret, Odeio Hamlet de Paul Rudnick (1996); para o Teatro São Luiz, Um Vestido para Cinco Mulheres de Alan Ball (1997); para o Teatro Nacional D. Maria II, O Jardim Zoológico de Cristal de Tennessee Williams (1999); para o Teatro São Luiz, A casa de Bernarda Alba (2005); para o Teatro Maria Matos, Laramie de M. Kaufman (2006) e Cabaret (2008).
Estreou-se no cinema com Nuvem de Ana Luísa Guimarães (1992) - Prémio de Melhor Jovem Actor e Se7e de Ouro. Participou depois em filmes de Jorge Paixão da Costa (1994 - Adeus Princesa), João Botelho (1994 - Três Palmeiras), Luís Filipe Rocha (1995 - Sinais de Fogo), Joaquim Leitão (1997 - Tentação), Lúcia Murat (2000 - Brava Gente Brasileira), Leonel Vieira (1998 - A Sombra dos Abutres; 2001 - A Bomba), Ruy Guerra (2004 - Portugal S. A.), George Felner (2005 - Manô), entre outros, obtendo popularidade com Sweet Nightmare de Fernando Fragata (1998) e Animal de Roselyne Bosch (2005).
Para a televisão teve participações em diversas séries e novelas. Estreia-se em Por Mares Nunca Dantes Navegados (1991) e, seguidamente, aparece em A Banqueira do Povo (1993), Aquela Cativa que Me Tem Cativo (1995), Riscos (1997), Os Lobos (1998) ou Jornalistas (1999). A novela Jóia de África (2002) deu-lhe um terceiro Globo de Ouro, desta vez na qualidade de Melhor Actor de Ficção Televisiva. Trabalhou ainda como apresentador para a RTP 1 nos programas Pátio da Fama (1995), As Canções da Nossa Vida (1999), Quem Quer Ser Milionário (2001) e Cuidado com a Língua (2006).
Vencedor dos Globos de Ouro como Melhor Actor de Cinema, em 1996 e 1998, salienta a nível internacional o Prémio das Nações Unidas em 1995; o Festival de Gramado atribui-lhe o Prémio de Melhor Actor pelo seu desempenho em A Sombra dos Abutres, em 1999, ano da sua promoção como Shooting Star, pela European Film Promotion. Em 2008, foi galardoado com o Globo de Ouro para Melhor Actor de Teatro pela sua interpretação em Hamlet.
Desempenhou a função de director artístico do Teatro Maria Matos desde 2006 até 2008.
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