«ANEXO V
[...]
SECÇÃO A
[...]
1 - [...]
2 - [...]
2.1 - [...]
2.2 - [...]
2.3 - Ruído e vibrações:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) No que respeita aos animais aquáticos, os equipamentos que geram ruídos ou vibrações, tais como geradores elétricos ou sistemas de filtração, não podem prejudicar o bem-estar dos animais.
2.4 - Sistemas de alarme e planos de contingência:
a) [...]
b) [...]
c) [...]
d) Existem planos de contingência eficazes para assegurar a saúde e o bem-estar dos animais em caso de falha nos elementos zootécnicos essenciais.
3 - [...]
SECÇÃO B
[...]
1 - [...]
2 - [...]
3 - [...]
4 - [...]
5 - [...]
6 - [...]
7 - [...]
8 - [...]
No que respeita ao alojamento de aves retiradas do meio natural, sempre que estas forem mantidas por períodos superiores a 24 horas, são aplicáveis os espaços previstos nos quadros 8.1 a 8.10. Sempre que as aves forem mantidas por períodos mais curtos, são tomadas medidas para minimizar os riscos para o bem-estar dos animais.
QUADRO N.º 8.1
[...]
QUADRO N.º 8.2
[...]
QUADRO N.º 8.3
[...]
QUADRO N.º 8.4
[...]
QUADRO N.º 8.5
[...]
QUADRO N.º 8.6
[...]
QUADRO N.º 8.7
[...]
QUADRO N.º 8.8
Estorninhos
| Dimensão do grupo | Dimensão mínima do compartimento (m2) | Altura mínima (cm) | Comprimento mínimo do espaço de comedouro por ave (cm) | Comprimento mínimo do poleiro por ave (cm) |
|---|
| Até 6 | 2,0 | 200 | 5 | 30 |
| Entre 7 e 12 | 4,0 | 200 | 5 | 30 |
| Entre 13 e 20 | 6,0 | 200 | 5 | 30 |
| Por cada ave adicional entre 21 e 50 | 0,25 | | 5 | 30 |
| Por cada ave adicional para além das 50 | 0,15 | | 5 | 30 |
QUADRO N.º 8.9
Pardais-comuns
| Dimensão do grupo na ausência de barreiras visuais | Dimensão do grupo na presença de barreiras visuais | Dimensão mínima do compartimento (m2) | Altura mínima (cm) |
|---|
| Até 10 | até 15 | 2,4 | 180 |
| Entre 11 e 20 | entre 16 e 35 | 4,8 | 180 |
| Entre 21 e 30 | entre 36 e 60 | 7,3 | 180 |
| Por cada ave adicional para além das 30 | por cada ave adicional para além das 60 | 0,11 | |
QUADRO N.º 8.10
Chapins-reais e chapins-azuis
| Dimensão do grupo | Dimensão mínima do compartimento por ave (m2) | Altura mínima (cm) | Número mínimo de comedouros | Comprimento mínimo do poleiro por ave (cm) |
|---|
| 1 | 3 | 180 | 1 | 100 |
| 2-10 (*) (unissexo) | 1 | 180 | 2 | 40 |
| 1 fêmea+1 macho | 2 | 180 | 2 | 100 |
(*) Não são permitidos grupos com mais de 10 animais sem um programa de monitorização definido e com uma frequência suficiente para detetar e atenuar agressões.
9 - [...]
10 - [...]
11 - [...]
11.1 - [...]
É proporcionado um abastecimento adequado e permanente de água de qualidade apropriada. O débito de água em sistemas de recirculação ou a filtração nos tanques é suficiente para assegurar que os parâmetros de qualidade da água sejam mantidos dentro de níveis aceitáveis, de acordo com as características do sistema zootécnico, a espécie e os requisitos da fase de desenvolvimento. Quando necessário, a água fornecida é filtrada ou tratada a fim de eliminar substâncias prejudiciais para os peixes. Os parâmetros de qualidade da água mantêm-se permanentemente dentro da gama aceitável para a atividade e fisiologia normais da espécie em causa e da sua fase de desenvolvimento. O débito de água permite aos peixes nadarem corretamente e manterem um comportamento normal. Os peixes dispõem de um período adequado para se aclimatarem e adaptarem às alterações das condições de qualidade da água. São tomadas medidas adequadas para minimizar alterações bruscas nos vários parâmetros que afetam a qualidade da água. A adequação do débito e do nível de água é assegurada e monitorizada.
11.2 - Oxigénio, compostos azotados, dióxido de carbono, pH e salinidade
A concentração de oxigénio é apropriada à espécie e ao contexto em que os peixes são mantidos. Se necessário, é fornecido um arejamento suplementar à água do tanque, em função do sistema zootécnico. As concentrações de dióxido de carbono e de compostos azotados, nomeadamente amoníaco, nitritos e nitratos, são mantidas abaixo dos níveis nocivos. A qualidade da água é monitorizada por meio de um programa de ensaios definido e com uma frequência suficiente para detetar alterações nestes parâmetros críticos, e são tomadas medidas para a atenuação de eventuais alterações.
O nível de pH é adaptado à espécie em causa e monitorizado para se manter tão estável quanto possível. A salinidade é adaptada às necessidades da espécie e à fase de desenvolvimento dos peixes. As alterações da salinidade ocorrem gradualmente.
11.3 - Temperatura e iluminação
A temperatura é mantida no intervalo de valores ideal para a espécie em causa e as suas fases de desenvolvimento e num valor tão estável quanto possível. As alterações da temperatura ocorrem gradualmente. Os peixes são mantidos num fotoperíodo apropriado.
11.4 - [...]
11.5 - [...]
Os peixes recebem uma alimentação adequada, fornecida a um nível e a uma frequência adequados. É dada especial atenção à alimentação dos peixes em estado larvar durante qualquer transição que se faça de dietas com alimentos vivos para dietas artificiais. Se for necessário um jejum por razões não relacionadas com procedimentos (por exemplo, transporte), o mesmo dura o menos possível e tem em conta a dimensão dos peixes e a temperatura da água.
Sempre que possível, os peixes são manuseados sem remoção da água. O manuseamento dos peixes dentro e fora da água é reduzido ao mínimo e o equipamento em contacto direto com os peixes é humedecido. Os peixes não podem ser manuseados se forem atingidos os extremos dos intervalos de temperatura da água que são capazes de tolerar.
11.6 - Peixes-zebra
11.6.1 - Qualidade da água
QUADRO N.º 11.1
Requisitos relativos aos parâmetros da água nos sistemas de alojamento dos peixes-zebra
| Parâmetros da água | Requisitos mínimos e máximos |
|---|
| Temperatura | 24-29ºC |
| Condutividade | 150-1700 μS/cm2 |
| Dureza total | 40-250 mg/L CaCO3 |
| pH | 6,5-8 |
| Compostos de azoto | NH3/NH4+< 0,1 (*) mg/L, NO2-< 0,3 mg/L,
NO3-< 25 mg/L
|
| Oxigénio dissolvido | >5 mg/L |
(*) ou abaixo do limite de deteção. 0,1 mg/L indica o total de amoníaco, NH3/NH4+. Tal corresponde a 0,002 mg/L de NH3 a 28ºC e com pH 7,5.
11.6.2 - Iluminação
Durante a fase luminosa, os níveis de luz devem ser constantes, exceto durante transições curtas do amanhecer/anoitecer, quando utilizadas. A fase escura deve ser completamente escura.
11.6.3 - Densidade populacional e complexidade ambiental
Os volumes de água não podem ser inferiores a 1 litro para peixes-zebra adultos. A densidade populacional não pode exceder 10 peixes adultos por litro. A dimensão e a forma dos tanques permitem que os peixes desempenhem o seu comportamento natural e a sua atividade de natação.
Evita-se o alojamento individual prolongado.
12 - Cefalópodes
12.1 - Abastecimento e qualidade da água
É proporcionado um abastecimento adequado e permanente de água de qualidade apropriada.
A conceção dos tanques e o débito de água satisfazem as necessidades do animal, incluindo uma oxigenação adequada à sua dimensão, fase de desenvolvimento e necessidades comportamentais. A temperatura da água, a salinidade, o pH e os níveis de compostos azotados adequam-se às necessidades da espécie e formas de vida. Evitam-se as fugas e a introdução involuntária de elementos estranhos através da utilização de coberturas, sempre que necessário.
Os cefalópodes dispõem de um período adequado para se aclimatarem e adaptarem às alterações das condições de qualidade da água.
12.2 - Iluminação
A intensidade luminosa e o fotoperíodo correspondem aos requisitos da espécie.
12.3 - Dieta
Os cefalópodes recebem uma dieta adequada à espécie, às suas fases de desenvolvimento e às suas necessidades comportamentais.
12.4 - Enriquecimento e manuseamento
Os cefalópodes recebem uma quantidade adequada e suficiente de estímulos físicos, cognitivos e sensoriais para permitir uma vasta gama de comportamentos específicos à espécie. As condições de alojamento têm em conta as necessidades sociais específicas à espécie (hábitos de vida em grupo ou solitários). Providenciam-se abrigos ou refúgios, sempre que adequado para a espécie em causa.
Sempre que possível, os cefalópodes são manuseados sem remoção da água. O manuseamento dos cefalópodes fora da água é reduzido ao mínimo e o equipamento em contacto direto com os animais é humedecido.
QUADRO N.º 12.1
Cefalópodes
| Família | Grupo | Comprimento do corpo (cm) (*) | Superfície mínima de água (cm2) | Superfície mínima de água por animal adicional no alojamento em grupo (cm2) | Profundidade mínima da água (cm) |
| Sepiidae | Chocos | até 2
> 2-6
> 6-12
> 12
| 100
600
1200
2500
| 40
200
400
1000
| 7
15
20
25
|
| Sepiolidae | Sepiolídeos (**) | até 1
> 1-3
> 3
| 50
120
150
| 5
50
100
| 5
8
12
|
| Loliginidae | Lulas (***) (****) | até 15
> 15-25
> 25
| 2000
4500
6000
| 400
900
1200
| 60
90
90
|
| Octopodidae | Polvos (****) | até 10
> 10-20
> 20
| 2000
2600
4000
| 600
700
1200
| 40
50
50
|
(*) Comprimento do manto (dorsal).
(**) Grupos com o máximo de 40 animais.
(***) É dada preferência a tanques cilíndricos. Os valores mínimos são aumentados em 5 % se se utilizarem tanques não cilíndricos.
(****) Durante a fase juvenil e paralarval, as lulas e os polvos são alojados em tanques cilíndricos, com um máximo de 20 indivíduos recém-eclodidos por litro, e adotam-se métodos para limitar a interação visual.»
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